Sou como sou: quem gosta aceita,
tal como quem não gosta rejeita.
Não há como me dar por inteiro;
é raro encontrar alguém verdadeiro.
Sinto-me "prisioneira" de mim mesma,
pois só eu entendo o que me governa.
Dizem-me que sou demasiado pragmática:
dispenso teorias, prefiro a prática.
Poucas pessoas toleram a frontalidade,
por muito que façam dela "alarde".
Pois usam e abusam da falsidade
e, quando tentam recuar, já é tarde.
Poderia exaltar as minhas qualidades,
mas prefiro expor os meus defeitos,
e provar que as minhas verdades
se regem por deveres e direitos.
Este é o resumo do que sou;
por norma, não agrado a toda a gente,
mas sei bem por onde vou:
sigo o meu caminho, de olhar em frente.
Nota Pessoal: - "Um manifesto pessoal sobre a crueza da frontalidade e a recusa de máscaras sociais."
Autoria: - Mia Ressu
imagem: @de autora sob licença. Proibida a sua utilização.
Sem comentários:
Enviar um comentário