sábado, 21 de fevereiro de 2026

Escrever não é "despejar" palavras !

                 

 

Um texto pode ser enorme e vazio, como um eco que se repete sem alma,  ou pode ser pequeno e inteiro, como uma semente que guarda dentro dela uma floresta inteira.

O segredo não está no tamanho. Está na intenção. Na precisão. Na coragem de tirar o que sobra e deixar só o que importa. Porque quem escreve para ser lido, escreve com verdade, não precisa de muito, só precisa de o fazer com assertividade e coerência.

 - E é com essa mesma precisão, sem palavras a mais,  que falo (escrevo) do que me pesa na alma quando olho para o Planeta. - 🌍

Há dias em que olho para o Mundo e sinto que estamos todos a viver dentro de um balão que não pára de encher.

Um balão feito de descuido, de ganância, de pressa, de ignorância. Um balão que cresce à custa do que destruímos, do que queimamos, do que desperdiçamos.

E todos fingimos que não ouvimos o ranger do elástico a esticar. 

As catástrofes não nascem do nada. Não são caprichos da Natureza. São respostas,  avisos e gritos de um Planeta que já não consegue respirar.

O degelo está a acontecer todos os dias,  não é  ficção,  mas sim uma trágica realidade. É o "corpo" da Terra a derreter-se, de febre.

A Amazónia, o maior pulmão que "ainda" temos, está a ser explorada e cortada sem qualquer cuidado, como se fosse um monte de "madeira" sem dono.

Os mares, que sempre foram um berço de vida, estão agora cheios de plástico, como se fossem caixotes de lixo sem fundo.

O céu, que deveria ser o nosso tecto azul, está a ser a cada minuto, ferido, rasgado, formando um "buraco" que cresce ao ritmo dos nossos excessos.

E nós continuamos... 💤

Carros, fábricas, fumo, químicos, máquinas, tudo aquilo que achamos indispensável. Até dentro das nossas casas, onde cada conforto tem um preço invisível que alguém ou algo, está a pagar.

É como um balão, sim. Um balão que se enche todos os dias, um bocadinho mais. E todos sabemos o que acontece quando um balão chega ao limite. Não rebenta devagar, nem dá tempo para avisar... Explode.

E talvez seja isso que mais me assusta: a forma como continuamos a viver como se o - rebentamento - fosse sempre amanhã, e nunca hoje, algo que é iminente. 

Autoria:  Mia Ressu   
📖

Imagem: AI - de criação própria 

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