Num momento de pura divagação, e depois de ter passado a tarde rodeada de "velhinhos" e de os ouvir, veio-me à ideia, variados pensamentos sobre a "velhice", até porque ano após ano, caminhamos para ela a passos "largos"...
O número de idosos é grande, dizem as estatísticas que a esperança de vida é mais longa. Para mim, penso que nem tanto assim, as gerações dos anos 50/60 e daí para a frente, não terá a longevidade que tiveram parte dos nossos "anteriores".
Raro é o dia em que um amigo ou conhecido, nos deixou, em idades bem mais novas, o que muito me entristece. De qualquer modo, quem sou eu para contrariar as estatísticas.
Ao mesmo tempo, conheço muitas pessoas, pessoalmente e até mesmo através dos "média" com 80 e muitos anos, igualmente na casa dos 90, com uma vivacidade e vontade de viver, que me deixa encantada e feliz.
Talvez por estas tragédias sucessivas nestes últimos anos (recentes), ambientais, de saúde a nível de pandemias e afins, passei a "olhar" de um modo mais intenso, o "abandono" e alguma "indiferença" significativa, por parte de quem que por eles deveria demonstrar o amor, carinho, gratidão que sentem, através da companhia e apoio incondicional.
Os nossos "velhinhos", gosto de os chamar assim carinhosamente, porque sinto na palavra, mais aconchego, pese embora, a moda seja... "mais crescidos", seniores, vintage e outros epítetos que nada me dizem, sentem-se mal, muito mal mesmo, por essas ausências, não só pelo confinamento já passado, a que estiveram na altura obrigados, mas pela não presença, de alguns familiares que os tinham "colocado" em lares, nem sempre tão "acolhedores" como podem parecer.
Terão com toda a certeza, as suas validadas razões. Ninguém se afasta por querer, dos que mais amam. As vidas nem sempre são como nós gostaríamos - não estou nem o devo fazer - a criticar.
Apenas fico triste quando penso, que se viver mais uns anos, arrisco-me a estar nessa situação pelas circunstancias da Vida, e passarei a ser... mais uma, "tanto faz", quando durante toda a minha vida, "tanto fiz"...!!
Mantra: - A presença não se mede em tempo, mede-se em "profundidade". Há presenças que "curam" só por existirem, sem toque, sem palavra, só por serem.
Autoria: - Mia Ressu **
imagem: - de "criação"AI - pessoal -
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