Eles descem as serras com fome nos olhos, e dignidade nas patas. Não são monstros, nem invasores, são sobreviventes.
Lobos, majestosos e silenciosos, que durante séculos habitaram os contos, os brasões, os medos e os mitos.
Hoje, são alvos a abater. Tiros, pauladas, armadilhas. Porque ousaram procurar alimento, onde o Ser Humano, já quase devastou tudo.
Mas quem é o verdadeiro invasor?
Há terras abandonadas por todo o país. Campos outrora férteis, agora esquecidos. Espaços que poderiam ser transformados em reservas de "reconciliação" entre o selvagem e o humano. Não por caridade, mas por justiça ecológica. Porque coexistir não é utopia é urgência.
Os lobos não atacam por maldade. Atacam porque têm fome. E a fome, quando ignorada, transforma qualquer criatura em ameaça. Mas e se, em vez de armas, oferecêssemos território? E se, em vez de medo, cultivássemos respeito?
A reconciliação exige mais do que políticas. Exige alma. Exige que vejamos o lobo não como inimigo, mas como espelho, da nossa própria luta por dignidade, por espaço, por sobrevivência.
Mantra: - "Que este texto seja um uivo, não de dor, mas de chamada. Porque enquanto houver algo escrito com o coração, ainda há esperança".
Autoria: - Mia Ressu **
imagem: - de "criação"AI - pessoal -
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