Hoje não "vivi". Limitei-me a sobreviver a mais um dia que passou. Por norma somos nós a passar pelos dias e a fazê-los acontecer à nossa maneira, à vivência de se estar na vida.
No entanto, comigo tal não acontece, são os dias que passam por mim, sem sequer se dignarem olhar-me nos olhos.
Não consegui sentir "nada", fome, frio, amor, nem sequer dor. Tentei a saudade, de tudo o que não sentia mas, foi em vão.
Concluí então que, podemos sentirmo-nos "sem vida" mesmo não tendo entrado na "morte".
A sensação que tinha era estranha, como se o - Mundo - fosse um espaço minúsculo onde apenas eu habitava.
A minha mente estava "fechada". A dada altura, apoderou-se de mim a ideia de que o cérebro não estava a captar os sinais vitais.
Senti muito medo, coisa que não é comum em mim. Medo deste abandono de identidade. Afinal era eu que me estava a recusar !
Razões? Imensas, mas serão as minhas, ninguém as entenderia. Na verdade, se existe a idade da razão , penso que cheguei à mesma.
Quem sou ? O que quero ? O que tenho ? Será que a pergunta base será, o que mereço ? !
Perguntas sem respostas e eu só queria razoabilidade, para seguir em frente e não continuar a ter dias "sem viver" !!”
Mantra: "Mesmo na ausência, tento encontrar a semente do - recomeço. - "
Autoria: M.Ressu **
imagem da internet (trabalhada)
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