Entrei no bosque à hora onde o tempo não se conta. Procurei sinais nas folhas viradas, sombras que "falassem" por si, pássaros que soubessem o nome do silêncio. Nada respondeu.
A cada passo dado, sentia-me mais "órfã" do invisível, "estrangeira" de mim. Parei diante de uma pedra e finalmente falei: “Se não estás, que o teu silêncio me ensine.”
Ali fiquei, sem vela, sem voz, sem proteção aparente. Mas nesse instante, algo mudou.
O vento soprou diferente, a pedra aqueceu. Não "via" o Anjo, que eu inconscientemente buscava, mas havia uma "escuta". O próprio vazio agora, se tornava o seu "altar".
Mantra: "Mesmo na ausência, encontro a semente do recomeço."
Autoria: M.Ressu
Imagem: retirada da Internet
Sem comentários:
Enviar um comentário