Acorrentada a mim mesma, dou comigo a pensar, quanto é inexistente a palavra Liberdade.
Deixo o meu espírito vaguear pelo desejo ou ânsia dessa liberdade que, para nós é efémera e, de repente, sou…
Sou a ave que voa pelos espaços etéreos, até que a seu contento pouse em qualquer lugar.
Sou o peixe que nada nas profundezas do mar, intocável na sua fidelidade às águas.
Sou a fera, nas selvas densas de árvores ou nas planícies descobertas e despovoadas.
Sou a chuva que cai do céu, às vezes em terríveis temporais, outras, mansinha e suave, matando a sede à terra que dela se sustenta.
Sou o Sol que aquece o rico e o pobre, dá luz ao dia e alimenta quem dele necessita para sobreviver.
Sou a Lua que com o seu brilho sereno ilumina as noites escuras. A eterna companheira dos enamorados, que nela se espelham.
Sou a brisa do vento, que vai contando baixinho os seus segredos à mãe Natureza, dizendo que se acautele com as suas intempéries.
Sou… não, não sou.
A realidade regressa à minha mente de simples ser humano e...
Sou… isso sim, prisioneira, de uma prisão sem grades !!
Mantra: - "Mesmo quando não posso voar, eu escolho sonhar. Quando me sinto presa, eu escolho expandir-me por dentro. Quando o mundo me limita, eu escolho ser infinita na alma."
Autoria: Mia Ressu **
imagem de "criação "AI - pessoal -
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