Canção outrora mais cantada, por vozes arrastadas, roucas e quentes, e por hoje ser tão pouco apreciada, já lhe restam poucos pretendentes.
Desde os tempos idos da Severa que o Fado tem o dom do seu “trinar”, mas por ele já ninguém se “desespera” nem querem ouvir o Fado gargantear.
O fado tem má sina, é rufião pelo ciúme ele é apadrinhado, mas quem o sentir com o coração decerto que se sente emocionado.
É visto como símbolo da fatalidade, maus amores, e também algum desgosto, é acusado de ser espião da saudade mas sempre, sentido com muito gosto.
Quem gosta de o cantar o saboreia, cada nota carregada de emoção, e quem o ouve de algo nunca se alheia, do xaile, que na fadista é “condição”.
Nostalgia, alguns a sentem de certeza ouvindo os sons tristes da guitarra, mas é porque ainda têm a alma presa ao Fado que tem a “força” que a agarra.
Hoje é tratado como canção “inferior” embora vá recuperando algum significado, temos de lhe manter todo o seu “ardor” e fazer com que sempre seja respeitado.
Pois se o Fado possui a nossa matriz e todo o português o tem no coração, vamos de novo reerguê-lo desde raiz porque de Portugal o Fado é um Brasão.
Nota: - Este texto foi escrito nos anos 90. É com muito agrado que constato , que ultimamente o Fado, passou a ter nova Vida, por vozes de jovens que sabem sentir o seu valor. Que nunca a Voz lhes doa.
Mantra: - "Mesmo quando a voz se cala, eu sinto-o cantar no coração. Se muitos o esquecem eu lembro-o sempre com emoção. Faço sempre a escolha de honrar o Fado como um Brasão."
Autoria: Mia Ressu **
imagem: de "criação"AI - pessoal -
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