Metáfora ou... realidade "escondida"...?!
Depois de muito "escolher", decidi-me pela - Árvore Figueira - , por analogia, algo "terreno" - físico - que só serve para "dar" e dar figos, sem que tenha retorno algum, seja de quem for.
Cresce em qualquer "pedaço" de terra, sem dar trabalho algum, sustentada muitas vezes pelo "lixo" que vai caindo aos seu pés, (que lhe serve de "estrume" e as "águas" da chuva) e assim vai resistindo, teimosamente.
Sei que o que estou a escrever, possa não parecer muito "consensual", mas é mesmo assim que sinto !
Sempre disse que queria "morrer" de pé, como morrem as árvores. Hoje, sei que isso pode acontecer a qualquer momento, mas... nesse "entretanto", continuo no mesmo espaço de sempre.
Por vezes a "dor" tolhe-me os sentidos, mas continuo a dar figos, já sem grande aparência, mas insisto em "dar" de mim o que "possuo", mesmo sem nada "receber" em troca.
As pessoas em meu redor, não se apercebem ou não querem perceber que os "figos" já estão muito "tocados".
Para quê perder tempo com uma Figueira doente e cansada, afinal já nem os figos têm "préstimo", para que valha a pena colher.
E aos poucos a Figueira vai secando, mas como Árvore digna e orgulhosa de si, mesmo com os "frutos" a secarem (com o tempo que passa rápido) mais um pouco, as folhas amarelecem e vão caindo, uma a uma, a seus pés, mas ninguém repara, e "passam" perto dela todos os dias, mas cada um tem de viver a sua "vida"... assim tem de ser.
E um dia "sine die", a Figueira, vai "fenecer", será que nessa "altura" vão sentir falta da sua presença ? fica a dúvida.
A única certeza é de que quando tal acontecer, "ela" mesmo fragilizada, vai estar de pé. Sim, de - Pé Como Morrem as Árvores - !
Nota de "acrescento" que tinha de ser feita: Adoro Teatro, e ainda menina, quando me deixavam, já era "frequentadora".
Desses tempos, recordo com saudades, uma Grande Sra. da Arte Cénica de seu nome como actriz, D. Palmira Bastos, numa pose inesquecível nos seus 90 anos, em que as suas palavras de fim de cena, em apoteose, foram de tal modo "fortes" que até hoje, para mim são um "culto".
Mantra: - “Morta por dentro, mas de pé como as árvores” !
Autoria: - Mia Ressu **
imagem: de "criação" AI(pessoal)
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