quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Memórias sempre presentes !

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Hoje, debruçando-me sobre  a "Velhice" que vai chegar mais rápido do que eu espero, como em tudo nesta Vida,  encontrei prós e contras, coisas positivas e muitas negativas. 

A entrada da "meia-idade", trouxe-me a consciencialização do quão efémeros somos... principalmente quando entramos numa contagem decrescente.

Não que tenha medo da velhice, mas receio muito o que "ela" me pode obrigar a ser. O pior mal de todos, será a "dependência".

Em primeiro lugar porque desde muito cedo fui obrigada a ser "independente". Se foi mau por um lado, por outro deu-me uma maturidade antecipada. 

Não me lembro de ser criança, penso que fui amada pela minha mãe e pouco mais. Não tive "brinquedos" mas em contrapartida, podia chapinhar nas águas da chuva, rolar na relva dos jardins, adorava andar descalça (gosto que mantenho até hoje).

Fui boa aluna na escola, dizem que era inteligente e recordo com saudade a minha professora de seu nome Maria João.

Enquanto trabalhava na costura, desde muito novinha,  um lugar seguro para a minha mãe, estar tranquila, enquanto ela trabalhava no duro, para me criar.

Entretanto comecei a estudar à noite custeando esses estudos. Queria outro emprego e tirei uma licenciatura, que me deu o "passaporte" para um emprego a meu contento, quer a nível profissional como pessoal. 

O Tempo foi "bordando" a sua teia... numa correria desenfreada, algumas coisas boas, como ser mãe e hoje já avó, outras nem tanto assim. Tive momentos felizes, e infelizes mais ainda mas, foi a Vida, como ela quis.

Resumindo: Olhando para trás... não é fácil fazer escolhas,  até porque não podemos contrariar o caminho já traçado.

Não sendo sonhadora, realizei alguns "sonhos", ser mãe e avó, algo que me fez sentir o Amor na sua plenitude, "preenche-me", deu-me mais Vida, deixa-me grata, complementa-me mas, não me completa, porque bem no "fundo", dentro de mim, sinto que existe uma imensa falta de... "nem sei o quê". 

Apenas sei, que vivo por e para todos... menos por mim. Como se vivesse , mas... sem ter "existência" própria !!

O Futuro, sem prazo de tempo... a Deus pertence !!

Mantra: - Não tive brinquedos, mas aprendi a brincar com o mundo, e isso ensinou-me a resistir com alguma "beleza". A maturidade chegou cedo, como quem não pede licença, mas hoje, ela é  a minha armadura silenciosa.

Autoria: - Mia Ressu **
imagem: de "criação" AI - pessoal -

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