Porque acredito que um blogue também pode ter utilidade pública e servir para esclarecer, decidi escrever sobre um tema que me toca profundamente: as chamadas “crianças especiais”.
Uso este termo com carinho e respeito, porque ainda há demasiada gente cuja sensibilidade está a anos-luz de compreender estas realidades.
A novela Páginas da Vida, que passa na SIC, tem-me tocado muito pela forma como aborda este tema. E lembrou-me algo que sempre senti: estas crianças são como todas as outras, apenas precisam de mais compreensão, alguns cuidados específicos e, acima de tudo, um imenso amor, sem qualquer tipo de reservas.
Tive a sorte de conviver de perto com uma menina especial. Era das crianças mais doces que conheci. Não fui eu que a “ensinei” a comunicar; fui eu que aprendi a chegar ao ritmo dela, ao modo dela sentir. E ela acolheu-me. Foi um privilégio.
Espero que este texto abra mais um bocadinho da pesada porta do preconceito que ainda existe em relação à Trissomia 21, ao Autismo e a tantas outras condições.
Nos adultos, muitas vezes basta acompanhar o passo, respeitar o silêncio, entender a timidez e a insegurança. Mas nas crianças, o impacto do amor e da aceitação é ainda maior.
Para todas as Crianças e Adultos Especiais, deixo um abraço cheio de imenso amor, daqui até à Lua.
São estrelinhas que brilham neste mundo, mesmo quando alguns insistem em não olhar com a devida e meritória atenção.
Autoria: Mia Ressu
imagem: -AI "de criação" - pessoal

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