Vivemos num tempo em que o marketing deixou de ser apenas persuasão e passou a ocupar todos os espaços, até aqueles que deveriam ser protegidos.
Entre publicidade "agressiva", jogos de casino promovidos como diversão inofensiva, concursos telefónicos que podem "conquistar" pessoas com algumas vulnerabilidades, e programas televisivos que já não respeitam o espectador pela sua gestão no seguimento de programação, incluindo a horária, sinto que algo essencial está a ser perdido.
Não escrevo por moralismo, mas por inquietação: quando a televisão deixa de elevar e parece começar a "degradar", quando o lucro parece querer sobrepor-se, à educação e à cultura, quando a ausência de determinadas e ausentes regras permite tudo, a sociedade inteira sente as consequências.
É sobre isso que escrevo, porque ainda acredito que vale a pena chamar as coisas pelo nome.
O que está a ser desconstruído é:
A noção de um certo tipo de decência pública.
O respeito pelo espectador.
A fronteira entre o que é privado e o público.
A ideia de que a televisão tem responsabilidade social.
A cultura como valor.
A educação como prioridade.
Não estou em modo de - difamação-. Limito-me a constatar uma verdade que está à vista de todos, sem apontar o dedo a qualquer estação especificamente.
E mais não acrescento. Até porque de nada adianta !
Autoria: Mia Ressu
imagem: (AI) de criação pessoal

Sem comentários:
Enviar um comentário