Quero deixar uma palavra de Felicidade a todos os Pais, biológicos ou de coração, que hoje celebram o dom de amar, proteger e acompanhar os seus filhos. Porque, por mais que cresçam, para um Pai os filhos são sempre as suas “crianças”.
Embora o amor não tenha dia marcado, esta data foi criada para homenagear a figura paterna em muitos países, cada um com a sua tradição, mas todos com o mesmo propósito: reconhecer quem nos deu o Ser ou quem assumiu esse papel com igual entrega.
Há registos que apontam para celebrações dedicadas aos pais há mais de 4000 anos, mas a primeira homenagem oficialmente reconhecida surge já no século XX, por volta de 1910.
Na tradição cristã, este dia é dedicado a São José, o homem justo e silencioso que recebeu uma das missões mais sublimes: amar, educar e proteger o Filho de Deus.
Por essa entrega, tornou-se o modelo maior de paternidade: discreta, firme, presente e profundamente amorosa.
Para mim, este é sobretudo um dia de Gratidão.
De afectos verdadeiros.
De presença.
De abraços que valem mais do que qualquer oferta material.
O consumismo que tantas vezes se associa a estas datas incomoda-me, porque o Amor não se compra, vive-se.
Ao meu querido Pai, que já não posso abraçar fisicamente, deixo o meu abraço do coração, que é onde ele mora agora. A saudade é grande, mas maior ainda é a luz que deixou em mim.
E, ao olhar para o mundo e para os horrores que tantos Homens provocam por ambição desmedida, dói-me lembrar que todos eles foram filhos… e muitos também pais. Como se tivessem esquecido a essência do que significa gerar e cuidar da vida.
Sejam Felizes, como e se puderem.
E que este dia seja vivido com verdade.
Autoria: Mia Ressu
imagem: (AI) de criação pessoal

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