Ele - chegou, já um pouco tarde...como é normal.
Ela - já deitada, lia um livro (romance) e pergunta, como correu o teu dia ? como era... o normal.
Ele - responde: cansativo, com muitas reuniões, enfim, nem tempo tive para avisar-te que jantava com uns amigos... como seria o normal.
Ela - "relata-lhe" (enquanto ele tomava banho) o seu dia... Acordei as crianças, preparei o pequeno almoço, tratei das mochilas, levei-as à escola, na vinda para casa fiz as compras do dia. Entretanto lavei roupa, passei a ferro, limpei a casa, almocei qualquer coisa que sobrou do jantar de ontem à pressa, porque estava na hora de ir buscar as crianças à escola. Depois um bom banhinho, ajuda, nos trabalhos de casa e fui fazer jantar, o teu preferido. O tempo passou e apercebi-me que já passara a hora da refeição a dois e , "vi-me" a jantar só, mais uma vez, já começava a... ser normal.
Devias estar numa "reunião", nem conseguiste enviar uma mensagem para avisar que não vinhas jantar... O teu trabalho ocupa-te os dias, parte das noites também, eu entendo é o teu trabalho, é normal.
Ele - deita-se a seu lado, e com um breve beijo deseja-lhe boa noite, ao mesmo tempo que se desculpa pelo "cansaço", tantas reuniões arrasam qualquer um... como é normal.
Ela - acorda cedo e decidida. Toma o seu banho, escolhe uma roupa agradável para ela, e sem fazer barulho, deixa um recado simples no seu lugar da cama. Pedia desculpa de não ter avisado antes mas, hoje tinha de ser ele a levar as crianças, a dar-lhes o pequeno almoço e olhar por elas, porque tinha finalmente aceitado o convite de umas amigas da Faculdade.
Encontro de colegas onde se divertiam, um dia por mês, matando saudades e falando sobre "coisas de mulheres", algo que não participava desde que casou, porque não lhe parecia... normal.
Ele - acordou, lê o bilhete, entre o meio indignado e o incrédulo, levantou-se, tratou das crianças, levou-as à escola e seguiu para a empresa, antevendo o dia chato e atarefado que ía ter... fora do normal.
Ela - passou um dia divertido, combinou encontrar-se mais vezes, com as amigas e depois de terem jantado, voltou para casa. Pelo caminho enquanto conduzia pensava, se estaria certa com a decisão tomada e como é que ele iria reagir, estava contente consigo mesma, mas um pouco expectante... como é normal.
Ele - passou o dia a pensar, muito apreensivo e até um pouco inquieto.
Algo não estava bem, seria um alerta para o seu comportamento ? Tinha uma mulher bonita, boa esposa, boa mãe. Será que ainda iria a tempo de mudar a sua atitude. Tinha conhecido várias "mulheres" em jantares e saídas, sem ir muito mais além disso mas, ele tinha a melhor de todas, a sua companheira e mãe dos seus filhos.
Fez-se "Luz". Adiou as reuniões, foi buscar as crianças, tratou delas e deitou-as, tudo o que para ele... não seria normal.
Ela - chegou a casa, e depois de um banho, vestiu algo leve e subiu ao quarto, sem fazer barulho.
Ele - estava acordado à espera dela e na almofada a seu lado estava, um lindo ramo de flores com um bilhetinho que dizia: - Perdoa-me amor, por durante tanto tempo, ser insensível e egoísta, ao ponto de pensar, que tudo... era normal.
Ela - sorriu carinhosamente, agradeceu as flores mas, sobretudo, as palavras que no momento certo, "salvaram" um casamento.
Deitou-se a seu lado, dando-lhe um beijo, aninhando-se nos seus braços, sentindo-se feliz... o que é normal !!
Mantra: - Mantra O amor não morre, adormece. A rotina não é vilã, é aviso. E o silêncio não é vazio, é espaço para escuta. Quando alguém ousa quebrar o ciclo, o outro pode finalmente ver. Porque o verdadeiro normal… é cuidar, é escolher, é despertar. E quando há coragem para mudar, há sempre tempo para recomeçar.
Autoria: - Mia Ressu**
imagem: - de "criação"AI - pessoal -
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