Há instantes em que a alma se torna mais porosa e a lucidez se mistura com o cansaço. Não é queda, é pausa. Não é fraqueza, é respiração. Este poema nasceu desse intervalo, onde a verdade se revela sem adornos.
Há momentos em que me sinto oca,
como se o meu valor fosse coisa pouca.
Quando tento gritar, a voz sai rouca,
e sinto que a vida comigo não se troca.
Há momentos em que já nem sei quem sou.
Caminho pelo tempo sem saber para onde vou,
sem entender como tudo em mim desabou,
nem recordar o instante em que tudo começou.
Há momentos em que tropeço sem cair,
e temo o que poderá surgir a seguir.
Pergunto-me se a vida me quer ferir,
para me deixar perdida, sem saber onde ir.
Deambulo entre o que sei e o que sinto,
e reconheço a verdade, porque não minto.
Procuro, imbuída pelo meu instinto,
uma saída possível deste meu labirinto.
Autoria: - Mia Ressu 📖
Imagem: AI - de criação própria

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