
No rés-do-chão: Dois espelhos antigos num hall que se abre à terra, onde um jardim e uma pequena horta, respira o tempo.
Uma cozinha aberta, onde o lume aquece encontros, e a sala se alarga em festa quando a família regressa, em corpos e risos.
Há um quarto que espera hóspedes, em silêncio, mas sempre pronto para receber, quem possa chegar, a qualquer momento.
No andar de cima, o quotidiano: mesa redonda, para um chá ou uma refeição leve, um salão que guarda livros, um piano antigo que quase não se consegue ouvir mas, ainda "conta" histórias.
Há quartos que guardam ausências, um corredor por onde passam memórias, e um escritório que é refúgio, onde se escreve, se pensa, se guardam "tesouros".
Casa cheia, casa vazia, mas sempre casa viva. Arrumada em gesto paciente, limpa em ritual constante, não por vaidade, mas porque os grandes "projetos", nascem dos pequenos "pormenores".
Mantra: - "A luz não pede licença, entra pelas frestas das "janelas" da alma."
Autoria: - Mia Ressu **
Imagem: - de "criação" AI - pessoal -
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